Fiquei tão feliz com as críticas do espetáculo, resolvi compartilhar as boas novas com todos...... quem ainda não viu ainda dá tempo!!!!!!!
CRÍTICA DE AFONSO GENTIL
Aplauso Brasil
"Viúva, porém honesta"
Nelson Rodrigues é constantemente assediado por todos os níveis da produção teatral brasileira. Mas, nem sempre encontra equipes à altura dos seus desconcertantes textos, povoados por personagens tão fincados na realidade quanto no onírico, nos desvãos da alma humana escancarados para uma platéia assombrada.
Esta atual montagem de Viúva, Porém Honesta”, um refresco-de-pimenta na carreira do autor, expõe para um público mais amplo – esperamos – o talento de Eloísa Vitz como encenadora de primeira linhagem, herdeira inteligente do apurado senso estético do grupo TAPA, onde participou como atriz de memoráveis (e quais não?) encenações de Eduardo Tolentino de Araújo.(Um parêntesis: curiosamente não vimos a versão já antiga dessa peça, do tempo em que éramos encenador, não deste lado do palco).
Confessamos que essa “ farsa irresponsável”, assim chamada pelo próprio autor, nas mãos hábeis e bem humoradas de Eloiza Vitz e da sua antenada equipe (elenco de indiscutível domínio do timing cômico), conseguiu nos divertir como há muito não nos acontecia numa platéia, sem recorrer às facilidades da chanchada, sempre no limite do amoralismo demolidor da tresloucada trama, jamais resvalando para o deboche boçal ou cafajeste, a que uma equipe despreparada fatalmente sucumbiria.
A porção operária de Eloiza Vitz está na despreocupação de “jogar” a sério com seu talento de atriz-diretora, alheia, ao que parece dado o seu currículo, às lantejoulas da mídia . Assim, o Grupo GATU se cola à melhor face do teatro paulista.
Afonso Gentil afonsogentil@aplausobrasil.com.br
CRÍTICA DIRCEU ALVES - VEJINHA
VIÚVA, PORÉM HONESTA, de Nelson Rodrigues. Escrita em 1957, a irônica comédia diverte ao enfocar um dono de jornal que reúne um médico, um psicanalista e uma cafetina, entre outras figuras, para discutir o problema da filha. De esposa adúltera, ela se tornou uma viúva tão séria que se recusa, inclusive, a se sentar. A eficiente direção de Eloisa Vitz, bem ao clima do dramaturgo, rende bons momentos ao elenco, que traz, entre outros, Daniela Rocha Rosa, Marco Barreto e a própria Eloisa (80min). 14 anos. Estreou em 18/10/2008. Teatro Gil Vicente (147 lugares). Avenida Rudge, 315, Barra Funda, 3618-9014. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. A bilheteria abre uma hora antes. Até 14 de dezembro