As falas de Eloisa Vitz




Escrito por Eloisa Vitz às 15h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


IS HE DEAD?

“Is He Dead?,” a previously unproduced play by the long-dead Mark Twain, has at last made its Broadway debut. And for something that’s basically been lying immobile for more than a century, gathering dust in archives, it has a remarkably sprightly step.They include the director Michael Blakemore, the playwright David Ives (who adapted Twain’s script) and an infectiously happy cast, led by the wondrous Norbert Leo Butz, that serves a master class in making a meal out of a profiterole.

Assisti em New York esta comédia deliciosa,  o Lyceum Theatre é lindíssimo e fazia muito tempo que eu não presenciava um elenco tão entrosado, com um tempo de comédia tão perfeito.... Um verdadeiro deleite, quem quiser mais é só entrar no site oficial.....



Escrito por Eloisa Vitz às 15h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


GRUPO GATU

GATU

 

 

Agradeço de coração todos os atores que participaram da Audição da Barca. É fascinante conhecer tantos atores interessantes....Saber que o teatro continua com gente comprometida com a qualidade e valorizando o trabalho artesal e profundo..... VALEU espero ver a todos em breve beijos dos GATUs

 

 

 



Escrito por Eloisa Vitz às 14h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Gatu

É isto aí, Gatu abre suas portas para o mundo.....

Esta experiência está sendo muito emocionante, tanta gente mandando curriculo , tantas pessoas interessantes, o teatro é mesmo uma experiência fantática.....

 



Escrito por Eloisa Vitz às 13h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


GATU

Escrito por Eloisa Vitz às 11h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Os lábios

escancarados,

 a língua timida

 escondeu-se.

Tenho sede da tua boca,

Sussurava. 

O corpo pintado de manchas roxas.

 As flores.

Os sonhos

não teve.

Brutalidade 

 Mãos masculinhas

 machucam

dão

 prazer.

 Cantarolava uma música boba para se ninar.

O líquido entorpecedor

cala a agonia.

 Deseja sorrir

 ser leve,

ser outra.

Dos devaneios.

Estava a beira do abismo e não sabia. 



Escrito por Eloisa Vitz às 01h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Alex

Alex apareceu numa tarde ensolarada, puxou sua blusa.

 Ao lado, gemia a arara doente. O dia estava lindo e era bizarro.

Um cheiro ocre.

Tantas desejos nas gaiolas.

 O coração aperta.

 Pensa.

 Não posso chorar.

 A coruja, na estufa a espera para amputar sua asa.

A vida é bruta.

 Difícil encontrar respostas. 

Alex,  é doce,  enfeitiçou a moça.

Apaixonada.

Foi dormir pensando nele.

 E era doce e dolorido o desejo de revê-lo.

O ar infectado de sofrimento.

A liberdade, tolhida, e os olhos aflitos.

A crueldade tem muitas faces.

O amor também.



Escrito por Eloisa Vitz às 00h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Humana, tão imperfeita. A alegria viera tão esporadicamente. Os dias lindos derramados. A chuva a noite, e os olhos abertos. Insônia compartilhada. O flagelo somos nós. Eu e você que insistimos em sermos. O amor, a química perfeita, a queda de cabeça na piscina morna, o tempo traçando tramas. Um padre de 90 anos que ri como um menino.

 

 

 Elisabete temia a alegria.

Pensamentos nefastos a invadiam.

 Era destrutiva e sórdida.

Cruel, manipuladora, um mostro.

Elizabete era um mostro admirável.

 Tão tola a pobre desgovernada, tão parva a idiota, tão omissa e desgraçada.

Elizabete era mesma ordinária e safada.

Era nefasta e hedionda, rídicula, insegura, tímida e tinha mau hálito.

Elizabete, a bem da verdade, não prestava.

 Não havia graça naquele ser inócuo, sua voz era aguda e esganiçada, faltava-lhe um dente no meio do seu sorriso marrom.

Para que falar de Elizabete, para que perder tempo.

Elizabete vascila, pérfida, seu olho esbugalhado, suas mãos ásperas, sua pele crua e escamosa.

Elizabete tem modos de bicho. Elizabete é burra.

 Sem alma, sem vontade, mediana e carente.

Está aí, Elizabete para morrer na sua porta.



Escrito por eloisavitz às 07h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Pensa em vermelho, a veia que dilatada do pescoço, salta.

 A paz que prometera aportar e não viera e nem mandara recado. A vida sempre este abismo.

 O palco, a fixação suprema.

 Os seres,

 estes que vertem lágrimas infinitas, que amofinam e sofrem.

 Tinha o coração coberto de piedade. Aqueles tantos olhos vertando as águas profundas e a esperança definha. Os queres tantos e todos. O mapa a solução. A água e o desespero. A fragilidadade das almas infinitas. A tristeza profunda revela. O cão que brinca, impassível a violência. As emoções e armadilha.Tenho medo de não ser sempre forte o suficiente. 



Escrito por eloisavitz às 21h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Alice vivia no paradoxo das paixões intensas. Prometia a si mesma que sairia daquela tormenta que se metera. Era ávida de vida, dizia tímida. Alienígena contemplava-se no espelho mal iluminado e perplexa sua figura rodava, caledoscópio hipnótico. Porque apenas uma vida  com tantas veias azuis saltando de desejo ....porque ouvia seu coração batendo, e pensava bem humorada , uma hora ele saí do meu peito e vai passear. Sou lenta para ele, que desgovernado quer o mundo, a calçada, a praça. A sensação de não caber em si. De órgãos descontrolados. Ameaça é perder tempo fazendo nada, desperdiçando os segundo sagrados e cingidos pelos deuses. Voltava à pia cheia de louça, as unhas lascadas, bravejava, um dia ainda me vingo, saío desta pia branca, rasgo este avental esgarçado, e não passo nem recibo, e não levo nada que a dor no peito já pesa na mala. E o prato escapa, vascila  , brinca na espuma fofa e cheirosa, desafiando Alice, que justo hoje acordou ávida de vida. Se quebro este prato vou ficar sem jogo. Não adiantou o aviso. O prato tinha mesmo temperamento e intrépido vôou da pia ao chão. No seu mergulho cego pensou no desfalque que daria a mesa, prestes a ficar incompleta, quando posta. O prato redondo voava, era o arremesso ao nada, e que delícia era o vento ressoando em suas bordas alvas. Alice pálida não sorria, não podia acreditar nos seus dedos débeis. O prato vendo o chão tão de perto ainda cogitou, só me lasco. Alice prende a respiração, espreme os olhos, aquele silêncio que precede a tempestade, aquele céu um segundo antes da tempestade. Abre-se no chão quente um mosaico de formas estilhaçadas. Um ruido agudo e mortal. Aquela casa nunca mais seria a mesma.  

Escrito por eloisavitz às 22h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Game Jogo Perigoso

Amanhã é sábado e vamos a estréia da peça : Game jogo perigoso . É incrível como o tempo passa e o processo criativo é tão intenso que agora dá até um vazio,  e agora? . Neste momento só a delicia de sentar na escada e ouvir a gargalhada das crianças e dos adultos também. Tão louco o infantil é para todo mundo. É lindo e inexplicável e sublime, esta comunhão que acontece entre platéia e atores. É um experiência que transcende o racional, vai além da compreensão lógica. Como diretora resta-me a escada, o extase e o desespero da inação. Posso observá-los mas não os controlo mais, são soltos e diáfanos, os meus atores em cena. Vale a pena conferir.... 



Escrito por eloisavitz às 18h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Aceitei o Mundo Virtual

Bom, aqui estou eu clicando e clicando, tinha uma amiga que dizia que o mundo é bom porque é variado. Concordo com ela. Nem sei lidar direito com o computador mas em menos de um mês entrei no Orkut e agora abri meu blog. Falo com quem? Que loucura há interlocutores? Pensei que seria legal escrever. Sei lá. Acabo de estrear minha sétima montagem e eu nunca havia dirigido um infantil. "  Game jogo perigoso"  enfim veio ao mundo. Adoro estréias. Falando em estréias, é imperdível, para os apaixonados por teatro, ver Bibi no " As favas com os Escrúpulos". Está bom para uma iniciante.......... 

Escrito por eloisavitz às 17h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Paulo Rogério
 Chico Ribas